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Sobre Conjuntura – 28/02/2023, Por Ranulfo Peloso

Analisar a conjuntura é ver a atuação das classes sociais e suas alianças para perceber como se comportam diante da situação. O objetivo é armar um plano para manter ou mudar a correlação de forças, a seu favor.

A justeza da estratégia de quem luta pela vida para todos está na sua eficácia: se o grupo cresce, em quantidade e qualidade, se enfraquece o inimigo e se atrai ou neutraliza quem está inconsciente e indeciso. Mas, não basta somente conhecer a realidade. A militância tem que conhecer a realidade para transformá-la. Ser consciente é ‘sair da zona de conforto’, ‘descer da arquibancada’ e meter-se na tarefa de mobilizar o povo.


Que fazer nos dias atuais – a tarefa do governo é “esmagar a serpente golpista” e acelerar os programas sociais. A do movimento social é ceder alguns militantes para o governo, sem perder sua autonomia. Fazer propostas, disputar o governo, cobrar direitos básicos. É formar e orientar o povo denunciando a quebradeira e anunciando a nova política.

O Movimento Popular deve saber que seu lugar prioritário é a rua, fazendo pressão, mobilizando o povo, pois, só a lógica eleitoral não cria uma organização forte capaz de segurar golpes.


As tragédias – tragédia não é raiz, é a revelação da exploração e da opressão. A pandemia desnuda a crise sanitária; a mudança no clima revela a crise ambiental; as mortes no litoral paulista escancaram a especulação imobiliária; a exploração de nordestinos denuncia a omissão de governos.

A ‘escravidão’, em vinícolas, mostra o cerne do capitalismo: explora o trabalho, desrespeita os direitos e a vida, usa o preconceito racial e a xenofobia. Como é nos canaviais e no setor de confecções? Qual é a raiz da fome de 33 milhões?


Tragédias anunciadas – há 5 anos, o prefeito de São Sebastião sabia do desastre. Fez até plano de remoção de famílias vulneráveis. Os donos da praia impediram, pois, viram nisso prejuízo no turismo. Tragédia não é ‘castigo’; é consequência. Porém é a ‘vítima que paga pelo pecador’. O prefeito gosta porque na ‘emergência’ não faz concorrência, a população se comove e ajuda, os oportunistas ‘aparecem’, ricos faturam com as desapropriações, quem escapa se ilude com as promessas... até à próxima!!

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As tragédias anunciadas geram perplexidade ante a falta de ação efetiva dos responsáveis pela gestão do bolo orçamentário que nós cidadãos/contribuintes lhes confiamos quando os escolhemos por meio do processo democrático.

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